terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A cera e a santa pureza.


«A cera é símbolo de virgindade.

Mas que tem uma coisa a ver com a outra? Direi.

Que foi a cera nos seus princípios, senão flor conservada com os influxos da graça? Mais: a cera é inimiga da corrupção, por isso os persas envolviam os cadáveres em cera, como outros o fazem em bálsamo, para se conservarem incorruptos.

Assim, não há medicina que mais preserve o corpo da corrupção dos vícios, e ainda dos humores, como o faz a castidade.

Mais: a abelha, mãe da cera, é virgem; não tem coito; Maria, Puríssima Mãe da castidade, não conheceu obra de varão. E esta é a razão pela qual naquele círio que arde nos quarenta dias que vão da Páscoa da Ressurreição de Cristo até a Ascensão, diz Durando, representa-se Cristo, porque, assim como a cera foi feita pela abelha, a qual não tem coito, assim o corpo de Cristo foi gerado de Maria sem obra de varão.

A abelha das flores fez a cera para iluminar a Igreja; Maria Santíssima das flores do seu sangue fez o corpo de Cristo para iluminar o mundo.

Não pensem que naquele trono arde só um género de cera e um género de luz; duas são as ceras e duas as luzes, ainda que vá tanto de uma à outra.

A cera que lavrou a abelha dá luz aos olhos do corpo; a cera que lavrou Maria Santíssima está a dar luz aos olhos da alma.»

(Padre Manuel Bernardes, "Sermões e práticas")

sábado, 11 de dezembro de 2010

O que é o Sacramento da Ordem?


Da Ordem



811. Que é o Sacramento da Ordem?

Ordem é o Sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de ministro de Deus.

812. Por que se chama Ordem?

Chama-se Ordem porque consiste em vários graus, uns subordinados aos outros, dos quais resulta a sagrada Hierarquia.

813. Quais são estes graus?

Supremo entre eles é o Episcopado, que contém a plenitude do Sacerdócio; em seguida o Presbiterado ou Sacerdócio simples; depois o Diaconato e as Ordens que se chamam menores.

814. Quando Jesus Cristo instituiu a Ordem Sacerdotal?

Jesus Cristo instituiu a Ordem Sacerdotal na Última Ceia, quando conferiu aos Apóstolos e aos seus sucessores o poder de consagrar a Santíssima Eucaristia. E no dia da sua ressurreição conferiu aos mesmos Apóstolos e seus sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados, constituindo-os assim os primeiros Sacerdotes da Nova Lei em toda a plenitude do seu poder.

815. Quem é o ministro deste Sacramento?

O ministro deste Sacramento é só o Bispo.

816. É então grande a dignidade do Sacerdócio cristão?

A dignidade do Sacerdócio cristão é muito grande, pelo duplo poder que lhe conferiu Jesus Cristo sobre o seu Corpo real e sobre o seu Corpo místico, que é a Igreja, e pela divina missão, confiada aos Sacerdotes, de conduzir todos os homens à vida eterna.

817. É necessário o Sacerdócio católico na Igreja?

O Sacerdócio católico é necessário na Igreja, porque sem ele os fiéis estariam privados do Santo Sacrifício da Missa e da maior parte dos Sacramentos; não teriam quem os instruísse na fé, e ficariam como ovelhas sem pastor à mercê dos lobos; em suma, não existiria a Igreja como Cristo a instituiu.

818. Então não acabará nunca o Sacerdócio católico sobre a terra?

O Sacerdócio católico, não obstante a guerra que contra ele move o inferno, há de durar até o fim dos séculos, porque Jesus Cristo prometeu que as potências do inferno não prevaleceriam jamais contra a sua Igreja.

819. Será pecado desprezar os Sacerdotes?

É pecado gravíssimo, porque o desprezo e as injúrias que se dirigem contra os Sacerdotes recaem sobre o próprio Jesus Cristo, que disse aos seus Apóstolos: Quem a vós despreza, a Mim me despreza.

820. Qual deve ser o fim de quem abraça o estado eclesiástico?

O fim de quem abraça o estado eclesiástico deve ser unicamente a glória de Deus e a salvação das almas.

821. Que é necessário para entrar no estado eclesiástico?

Para entrar no estado eclesiástico, é necessário ter, antes de tudo, a vocação divina.

822. Que deve fazer o cristão para saber se Deus o chama ao estado eclesiástico?

Para saber se Deus o chama ao estado eclesiástico, o cristão deve: 1º. pedir fervorosamente a Nosso Senhor que lhe manifeste qual é a sua vontade; 2º. tomar conselho com o próprio Bispo ou com um diretor sábio e prudente; 3º. examinar com diligência se tem a aptidão necessária para os estudos, para os ministérios e para as obrigações deste estado.

823. Quem entrasse para o estado eclesiástico sem vocação divina faria mal?

Quem entrasse para o estado eclesiástico sem ser chamado por Deus faria um mal muito grave e se poria em risco de perder-se.

824. Fazem mal os pais que, por motivos temporais, induzem os filhos a abraçar o estado eclesiástico sem vocação?

Os pais que, por motivos temporais, induzem os filhos a abraçar o estado eclesiástico sem vocação cometem também culpa gravíssima, porque com isso usurpam o direito que Deus reservou exclusivamente para Si de escolher os seus ministros, e porque põem os filhos em risco de condenação eterna.


825. Quais são os deveres dos fiéis para com aqueles que são chamados às ordens sacras?

Os fiéis devem: 1º. deixar aos seus filhos e subordinados plena liberdade de seguir a vocação divina; 2º. pedir a Deus que se digne conceder à sua Igreja bons Pastores e ministros zelosos; e até foram instituídos para este fim os jejuns das Quatro Têmporas; 3º. ter um respeito singular por todos aqueles que, por meio das Ordens, são consagrados ao serviço de Deus.

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São Pio X. Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã: Catecismo Maior de São Pio X. Edições Santo Tomás, 2005, p. 195-198.


Fonte: Mulher Católica » http://mulhercatolica.blogspot.com/2010/12/da-ordem.html#ixzz17qfws4nW



 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Os Efeitos Do Aborto Sobre Os Homens

Seria verdade dizer que depois de um aborto só as mulheres sofrem?

As pesquisas feitas sobre o aborto nos homens mostram que uma grande proporção dos homens, sofrem de culpa e aflição. 

Uma pesquisa mostra que 90% dos homens disseram que o dia do aborto de seus filhos foi o dia mais estressante de sua e se sentiam culpados, a tal ponto que muitos deles se tornam ativistas pró-vida.



Os homens sofrem com o aborto, e se torna duro, se fecha ao aborto, e se torna um homem derrotado, que não ama, que se fecha para amar.

A mídia mostra o aborto como um confronto de homens e mulheres, mas não mostra a dor e a consequência do aborto, da morte dos filhos que jamais verão.



(Fonte:http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2010/12/os-efeitos-do-aborto-sobre-os-homens.html)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A mulher [solteira] na vida social do mundo e na vida da Igreja

Por São Josemaría Escrivá*

Um grande problema feminino é o das mulheres solteiras. Referimo-nos àquelas que, embora com vocação matrimonial, não chegam a casar-se. Como não o conseguem, perguntam-se: para que estamos nós no mundo? Que lhes responderia?

Para que estamos no mundo? Para amar a Deus com todo o nosso coração e com toda a nossa alma, e para estender esse amor a todas as criaturas. Ou será que isto parece pouco? Deus não deixa nenhuma alma abandonada a um destino cego; para todas tem um desígnio, a todas chama com uma vocação pessoalíssima, intransferível.

O matrimônio é caminho divino, é vocação. mas não é o único caminho, nem a única vocação. Os planos de Deus para cada mulher não estão necessariamente ligados ao matrimônio. Têm vocação e não chegar a casar-se? Em algum caso, talvez seja assim; ou, quem sabe, talvez tenha sido o egoísmo ou o amor próprio que impediu que esse chamado de Deus se cumprisse. Mas, outras vezes a maioria mesmo, isso pode ser um sinal de que o Senhor não lhes deu vocação matrimonial. Sim, gostam de crianças, sentem que seriam boas mães, que entregariam seu coração fielmente ao marido e aos filhos. Mas isso é normal em todas as mulheres, também naquelas que, por vocação divina, não se casam — podendo fazê-lo — para se ocuparem no serviço de Deus e das almas.

Não se casaram? Pois bem: que continuem, como até agora, amando a vontade de Deus, vivendo na intimidade desse Coração amabilíssimo de Jesus, que não abandona ninguém, que é sempre fiel, que vai olhando por nós ao longo desta vida, para se dar a nós desde agora e para sempre.

Além disso, a mulher pode cumprir a sua missão — como mulher, com todas as suas características femininas , incluindo as características afetivas da maternidade — em círculos diferentes da própria família; em outras famílias, na escola, em obras assistenciais, em mil lugares. A sociedade é, às vezes, muito dura — com grande injustiça — para com aquelas a quem chamam de solteirona. Mas há mulheres solteiras que difundem à sua volta alegria, paz, eficácia, que sabem entregar-se nobremente ao serviço dos outros e ser mães, em profundidade espiritual, com mais realidade do que muitas que são mães apenas fisiologicamente.

Fonte: "A mulher na vida social do mundo e na vida da Igreja", ponto 106

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


"Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser."

Santo Agostinho

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Casamento aliança com Cristo Crucificado.



O povo de Siroki-Brijeg (aldeia próxima a Medjugorje), tem uma maravilhosa distinção: ninguém recorda que tenha existido um só divórcio entre seus 13 mil habitantes ... ...tampouco um só caso de família que tenha deixado a fé católica! 

O segredo de Herzegovina é simples: os habitantes croatas tem mantido sua fé católica, suportando por ela a perseguição por séculos sob os turcos e, depois, pelos comunistas. Sua fé está fortemente arraigada no conhecimento do poder salvador da Cruz de Jesus Cristo. 

Esse povo possui uma grande Sabedoria, que vem sabendo aplicar ao Matrimônio e à Família. Eles têm ciência de que o Matrimônio está indissoluvelmente ligado à Cruz de Cristo... 
O sacerdote lhes diz: “encontraste tua cruz. É uma cruz para amá-la, para levá-la contigo, uma cruz que não se tira, mas que se ‘atesoura’, enterra-se à tua alma”. Quando um casal se prepara para contrair Matrimônio, não lhes dizem que encontraram a “pessoa perfeita”. Não! 

Na Hercergovina, a Cruz representa o Amor Maior e o Crucifixo é o tesouro da casa. Quando os noivos vão à Igreja, levam o Crucifixo com eles. O sacerdote benze o Crucifixo. 

Quando chega o momento de afirmar seus votos, a noiva põe sua mão direita sobre o crucifixo e o noivo põe sua mão sobre a dela,de maneira que as duas mãos estão unidas à cruz. O sacerdote cobre as mãos deles com sua estola, enquanto proclamam suas promessas segundo o rito da Igreja: de serem fiéis um ao outro, nas alegrias e nas penas, na saúde e na enfermidade, até a morte.

Depois, os noivos não se beijam os lábios, mas ambos beijam a cruz. Os que contemplam o rito podem compreender que: se um dos dois abandona o outro, abandona ao Cristo na Cruz. Após a cerimônia, os recém-casados levam o crucifixo ao seu lar e o põe em um lugar de honra. Será para sempre o ponto de referência e o lugar de oração familiar. 

Em tempo de dificuldade, não vão ao advogado, nem ao psiquiatra, mas vão juntos diante da cruz em busca da ajuda de Jesus. Chorarão e abrirão seus corações, pedindo perdão ao Senhor e mutuamente. E irão dormir em paz porque no seu coração receberam o consolo e o perdão do Único que tem o poder para salvar. 

Eles ensinarão seus filhos a beijar a cruz cada dia e a não irem dormir como os pagãos sem dar graças primeiro a Jesus. Sabem que Jesus os tem em Seus braços e não há nada a temer. E eles serão Felizes Para sempre!

No dia 16 de Outubro, tive a graça de presidir e ser testemunha de um matrimônio, de um casal muito especial que preparei com quase seis meses de cursos de noivos, e quando lhes contei a história acima da tradição Bosníaca, eles amaram, e disseram: "Queremos também assim o nosso Matrimônio!".

Foi muito lindo ter visto a Joana entrar com o Crucifixo nas mãos, e o Fabio, junto com ela jurarem a fidelidade, o amor, um ao outro, prometendo amar com o amor sobrenatural as cruzes, e o outro, imitando a Cristo que amou sem limites.

Cara Joana e Fabio, vos desejo muita felicidade e paz, e aproveitem bastante a lua de mel...risos... vos quero bem!!

Pe. Mateus Maria



(Artigo retirado do site:http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2010/10/casamento-alianca-com-cristo.html)

Sufraguemos as almas do purgatório.


Acerca da excelência da devoção às Almas, nada melhor se pode dizer, do que as palavras com que o piedoso Doutor Santo Afonso de Ligório princípiou a pequena obra, que escreveu sobre este assunto. Diz ele:

“A devoção às benditas Almas, que consiste em encomendá-las a Deus para que lhes dê algum alívio no meio das grandes penas que sofrem, e as chame o mais depressa possível para a sua glória, é muito agradável a Deus e proveitosa para nós. Porque por um lado essas benditas Almas são esposas queridas de Jesus Cristo, e por outra parte são elas sumamente gratas para com aquele que lhes alcança a liberdade de sua prisão, ou ao menos lhe procura algum alívio em seus tormentos; e tanto que cheguem ao Céu, jamais se olvidarão de quem por elas rogou.

Além disto, crê-se piamente que Deus lhes dá a conhecer a quem roga por elas, a fim de que também elas peçam por nós. É certo que essas Almas benditas não se acham em estado de pedir em seu próprio favor, por se encontrarem no Purgatório satisfazendo por suas culpas; não obstante, como são tão amadas por Deus, podem perfeitamente pedir por nós e alcançar-nos abundantes graças. São Gregório, nos seus ‘Diálogos’, trata a respeito de milagres operados por intercessão destas benditas Almas.

Quando Santa Catarina de Bolonha desejava alguma graça, recorria às Almas do Purgatório e imediatamente a conseguia. Afirmava que mais de uma graça, que não tinha obtido por intercessão dos Santos, as alcançara por intermédio das Almas do Purgatório. Finalmente, são inúmeras as graças que os devotos destas santas Almas dizem ter recebido por sua intercessão. Ora, se desejamos o auxílio de suas orações, não só é justo, mas até é um dever, socorrê-las com nossos sufrágios.
Sim, é um dever, pois a caridade cristã exige que ajudemos o próximo quando necessita do nosso auxílio.

E quem está em maior necessidade do que estas santas prisioneiras? Elas estão continuamente no meio de um fogo que atormenta muito mais que o fogo deste Mundo; acham-se privadas da visão de Deus, pena maior que todas as outras. Consideremos também que ali podem, talvez, estar penando as Almas de nossos pais, irmãos, esposo ou esposa, parentes, amigos e benfeitores que esperam os nossos sufrágios.

Se assim, o fizermos, não só seremos agradáveis ao Senhor, mas também adquiriremos muitos méritos; porque estas Almas benditas não cessarão de suplicar ao Senhor por nós até nos conduzirem à Pátria Celestial. Tenho como certo que uma Alma tirada do Purgatório por alguma pessoa piedosa, depois de entrar no Céu, não cessará de dizer a Deus: 'Senhor, não permitais que aquela pessoa caridosa, que me libertou do cárcere do Purgatório e que fez com que eu gozasse mais depressa da vossa divina presença, gema para sempre chamas infernais.' Procurem, pois, todos os fiéis aliviar as benditas Almas e livrá-las do Purgatório, aplicando-lhes todos os sufrágios que possam, como Santas Missas, Vias Sacras, Comunhões, Indulgências, Novenas, etc.”




domingo, 17 de outubro de 2010

A Beleza da Mulher Cristã

Mais do que um rosto atraente, A Bíblia tem muito a dizer tanto sobre a beleza interior como sobre a beleza exterior de uma mulher. Muitas mulheres da bíblia foram notadas pela sua aparência encantadora como Sara, Rebeca, Raquel, Abigail, Bate-Seba e Ester (Gn. 12:11; 24:16; 29:17; 1Sm. 25:3; 2Sm. 11:2; Et. 2:7). 

A Rainha Ester fez um tratamento de beleza (Et. 2:3;12). Pode-se encontrar a descrição de um concurso de beleza no livro de Ester (Et. 2). A aparência da mulher segundo o coração do SENHOR deve ser um complemento do seu espírito interior e jamais um obstáculo. Beleza é mais que um rosto atraente ou andar na última moda. Uma boa higiene, pele bem cuidada, trajes apropriados e modos graciosos devem ser o meio de exibir uma aparência exterior que atraia outras pessoas e lhe proporcione a oportunidade de dar testemunho de Cristo que habita em nós.

"Vós sois a nossa carta, escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração" (2 Coríntios cap. 3 vers. 2 e 3).

O rosto da mulher é, em geral, o espelho do coração. Quando ela confia no amor do SENHOR, as suas feições suavizam-se e as rugas atenuam-se. A paz e a alegria interiores reflectem-se no rosto dela. As acções e atitudes da mulher, costumam indicar onde as suas raízes foram plantadas.

Quando o coração da mulher está firmado em paz e alegria, a sua aparência exterior irradia vitalidade, entusiasmo, amor e uma profunda sensação de bem-estar. Algo que quilos de maquilhagem, perfumes caros, cabeleireiro famoso, roupas de alta costura ou muita ginástica na academia não podem proporcionar.

O Espírito Santo, que habita nas filhas do SENHOR, confere à mulher vitalidade e entusiasmo, tornando-as ímãs que atraem outras pessoas.

A verdadeira beleza vem de dentro e é manifestada por motivos puros e generosos: por um espírito altruísta. Só Jesus pode gerar uma fonte de amor assim, quando a mulher entrega a sua vida a Ele.

Nenhum tratamento de beleza nem quaisquer roupas caras conseguem esconder o coração sem beleza, palavras maldosas ou actos desagradáveis.



Por Francielly Nazarko de Arruda 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OS DEMÔNIOS TEMEM O NOME DE MARIA

A castidade é uma virtude valiosíssima. Mas, assim como quem leva na mão uma vela acesa deve ter cuidado para que ela não venha a apagar, assim também aqueles que desejam preservar a castidade devem estar atentos e vigilantes para que não caiam em tentação. Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que “não nos deixeis cair em tentação”. O pedido é uma amostra de humildade, pois devemos reconhecer que, por nós mesmos, não somos capazes de viver a pureza. É, ao mesmo tempo, um compromisso. Se não queremos cair em tentação, pedimos a Deus que nos ajude e também firmamos o propósito de evitar a ociosidade e as ocasiões de pecado.
Santo Afonso de Ligório dá várias orientações a quem deseja preservar a virtude da castidade. Ele fala da necessidade de recepção assídua dos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, “da modéstia dos olhos, da vigilância sobre as inclinações do coração e da fuga das ocasiões perigosas”. O doutor da Igreja também fala da devoção à Santíssima Virgem Maria. “Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!” Quer essa boa Mãe que todos aqueles que desejam ser puros a ela recorram; Maria, que foi exemplo de pudor e pureza nesse mundo.
Os demônios todos se espantam e temem o nome da excelsa Mãe de Deus. Que belíssimo tesouro é para os cristãos a devoção a Nossa Senhora! “Em certo modo – diz o Venerável Pio XII -, essa devoção encerra em si todos os outros meios: quem a cultiva sincera e profundamente é levado a vigiar e a orar, a aproximar-se do tribunal da penitência e da sagrada mesa” 
(Sacra Virginitas, n. 62).
Exulte, por isso, a nossa alma, ao ouvir o nome de Maria! Glorifique ao Senhor os nossos lábios ao contemplar a riqueza que está escondida na devoção a Nossa Senhora! Tremam os infernos diante desse maravilhoso nome! Proclamem os pecadores, quando lhes sobrevier as tentações, as maravilhas que o Altíssimo fez na vida da Mãe de Deus! Sejam todos confortados pela humildade dessa doce, pia e clemente Virgem.



Os demônios todos se espantam e temem meu nome. Ao som do nome de Maria, soltam imediatamente a presa que tenham em suas garras. Da mesma forma que uma ave de rapina com a presa em suas garras, a deixa quando escuta um ruído e volta depois quando vê que não era nada, igualmente os demônios deixam a alma, assustados, ao ouvir meu nome, mas voltam de novo rápidos como uma flecha a menos que vejam que depois se produziu uma emenda.”- Revelação de Nossa Senhora a Santa Brígida da Suécia
Profecias e Revelações, livro 1, capítulo 9

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Testemunho de um roqueiro que virou padre.

Em 1994, seu álbum “Over the Rump” vendeu mais de 4,5 milhões de cópias na Europa, e na Alemanha é a maior venda de álbum de todos os tempos, mais que os Beatles. Eles, a banda a Família Kelly, venderam mais de 50 milhões de cópias no mundo todo.
Aos 20 anos de idade, ele era a sensação jovem, um grande astro do rock e vivia em um castelo do século 17 na Europa. Ele tinha todas as riquezas, fama, fortuna e adoração de milhões. Seu nome é Paddy Kelly.
No mesmo ano, eles encheram o Westfallenhalle, em Dortmund, nove vezes consecutivas um feito que nenhum outro músico conseguiu desde então. Eles encheram estádios de football com shows com mais de 250.000 fãs.
Ele nasceu na Irlanda de pais americanos. Ele era a estrela da incrível banda “A Família Kelly”. Ele tinha 11 irmãos e irmãs e o principal vocalista da banda.
Eles comecaram cantando nas ruas da Europa, mas seus incríveis talentos musicais os levaram ao topo rapidamente. Paddy Kelly tornou-se um grande ídolo com adoração das fãs. Ele precisava de guarda-costas para andar em público.
Ele era perseguido pelos paparazzi e viajava em jatos particulares e helicópteros. Ele era reconhecido em qualquer lugar que fosse.
Ele tinha tudo isso. Este incrível jovem tinha tudo, mas a despeito da fama e dinheiro, ele comecou a se sentir vazio e isolado. Ele se sentia perdido. Sentia que sua alma estava morrendo.
Ele tinha perdido sua mae quando tinha 5 anos, mas viajou por todo o mundo com sua família que lhe deu amor e amparo. Mesmo com o amor de sua família ele começou a cair em depressão, mesmo em desespero.
Ele tinha tudo, mas tudo isso comecou a se despedaçar. Ele perdeu o sentido de quem ele era e todos os seus ideais e falsas segurança começaram a quebrar-se. Ele sentia querer terminar com sua vida.
Foi quando uma grande procura da verdade começou. Ele perguntou a si mesmo: “Se tudo isto não me faz feliz então qual é o sentido da vida? Por que eu existo?”
Então ele fez a seguinte pergunta: “Quem pode me dizer quem eu sou? Quem tem as verdadeiras respostas às minhas perguntas?” Quando ele comeco a fazer estas perguntas, ele viu que não tinha amigos verdadeiros. Ele se sentiu sozinho e vazio.
Num momento de profunda crise, ele sentiu dentro dele uma voz  dizendo “Páre! Páre!”. Depois disto, ele chorou amargamente o que ele quase tinha feito.
Logo depois, ele começou a procurar seu lado espiritual. Ele leu sobre religiões orientais, como o Budismo, e mesmo o Corão, mas foram os Evangelhos que pareceram puxá-lo para uma nova direcao. Ele sentiu que os Evangelhos estavao vivos.
Num encontro com uma reuniao de sacerdotes perto de sua casa palaciana, o castelo do século 17, ele sentiu seu espírito crescer. Ainda assim, ele lutava com a depressão e tristeza. Então uma dia …
Ele estava passando uns canais de televisão, e por acaso, ele se deparou com um programa sobre Lourdes, o santuário dedicado a uma aparição de Maria Mãe de Jesus. Seu primeiro pensamento foi: “Isto era para velhas vovós e …
Pessoas tolas que acreditam em qualquer coisa.” Mas ele se sentiu atraído à Lourdes como um ímã. Ele decidiu ir lá, mas estava certo que aquela cidade cheia de “estátuas de plástico horríveis” não seria um lugar para um “astro de rock” encontrar Deus.
Então ele foi, e para sua surpresa não somente as velhas vovós estavam rezando o rosário, mas também muitos jovens. Ele pensou:”legal!”, e eles gostavam de rock. Ele se juntou ao programa da juventude.
Então naquela noite com o Grupo de Jovens, veio o momento do “Silêncio e Oração”, e durante este momento ele sentiu uma paz simples mas profunda em seu coração. Ele estava experimentando a presença profunda de alguém mais dentro dele.
Uau! Deus é acessível, ele pensou, e isto veio através da Bem-Aventurada Virgem Maria. Ele compreendeu que Maria não era um mito cristão, mas não,Ela era uma pessoa. Ele sentiu que Ela estava lhe pedindo para dar uma segunda chance à sua vida.
Ele sentiu que  Ela queria ajudá-lo e não mais se sentiu sozinho. Ele tinha crescido como católico mas agora setia que podia encontrar Deus, e naquela noite ele deu uma nova chance à vida. Ele estava para viver sua vida de acordo com a vontade de Deus.
Ele sabia que Maria tinha plantado a semente de fé, em Lourdes, e agora ele sabia que somente através da oração podia sua fé crescer. Como ele avancou em sua busca espiritual, ele achou que seus irmãos e irmãs também viam dinheiro e fama
Não traziam felicidade. E no verão de 2000, ele e dois de sues irmãos e irmãs decidiram ir ao Festival da Juventude em Medjugorje. Aqui, eles encontraram o padre Jozo e rapidamente, através de suas palavras
De conselho e uma abundancia de gracas, um movimento profundo de conversão a Deus veio para seus irmãos e irmãs nos meses e anos seguintes
Através de Maria, através de Medjugorje, ele finalmente chegou a conhecer Jesus. Ele acreditava que Deus existia, mas ele não tinha ainda experimentado o Espírito Santo numa maneira profunda e poderosa. Ele quiz saber se ele era realmente filho de Deus.
Ele quiz acreditar nisso,  e não somente dizer a si mesmo ou porque a Igreja assim dizia. Ele quiz sentir a confirmação interior do Espírito Santo. Então numa manha, o Espírito Santo entrou em seu coração de uma maneira real
Ele chamou seus irmãos e irmãs que ele amava tanto e lhes disse: “Jesus é Deus. Jesus é Deus. Jesus é Deus”
Vamos encontrar Paddy Kelly hoje em Medjugorje.
“Não tenham medo de serem os santos do novo milênio. Se voces se tornam o que voces são, voces corrigirão o mundo inteiro”
PAZ
Video 1: O vídeo termina com Paddy Kelly, agora sacerdote, rezando o Pai Nosso no altar externo atrás da Igreja de São Tiago, em Medjugorje:
Video 2: Infância e conversão de Paddy Kelly

Video 3: Paddy Kelly toca no festival de jovens de Medjugorje em 2008


sábado, 18 de setembro de 2010

A missa explicada por Padre Pio


"Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na missa .

Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917). Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.

Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. È preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem, nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente .

Ofertório: É a prisão, chegou a hora...

Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".

Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.

Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.
Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.

"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso...".

A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...


Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar. A Benção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!
Pe Jean Derobert.

Palavras do padre Pio

Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar...". Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.

Confidências a seus filhos espirituais

"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.

"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".

"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?". "A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão." "Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas." "A consagração?". - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação." "A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor." "Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?". - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz." "Como nós devemos ouvir a Santa Missa?". - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz "". Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.