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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A cera e a santa pureza.


«A cera é símbolo de virgindade.

Mas que tem uma coisa a ver com a outra? Direi.

Que foi a cera nos seus princípios, senão flor conservada com os influxos da graça? Mais: a cera é inimiga da corrupção, por isso os persas envolviam os cadáveres em cera, como outros o fazem em bálsamo, para se conservarem incorruptos.

Assim, não há medicina que mais preserve o corpo da corrupção dos vícios, e ainda dos humores, como o faz a castidade.

Mais: a abelha, mãe da cera, é virgem; não tem coito; Maria, Puríssima Mãe da castidade, não conheceu obra de varão. E esta é a razão pela qual naquele círio que arde nos quarenta dias que vão da Páscoa da Ressurreição de Cristo até a Ascensão, diz Durando, representa-se Cristo, porque, assim como a cera foi feita pela abelha, a qual não tem coito, assim o corpo de Cristo foi gerado de Maria sem obra de varão.

A abelha das flores fez a cera para iluminar a Igreja; Maria Santíssima das flores do seu sangue fez o corpo de Cristo para iluminar o mundo.

Não pensem que naquele trono arde só um género de cera e um género de luz; duas são as ceras e duas as luzes, ainda que vá tanto de uma à outra.

A cera que lavrou a abelha dá luz aos olhos do corpo; a cera que lavrou Maria Santíssima está a dar luz aos olhos da alma.»

(Padre Manuel Bernardes, "Sermões e práticas")

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OS DEMÔNIOS TEMEM O NOME DE MARIA

A castidade é uma virtude valiosíssima. Mas, assim como quem leva na mão uma vela acesa deve ter cuidado para que ela não venha a apagar, assim também aqueles que desejam preservar a castidade devem estar atentos e vigilantes para que não caiam em tentação. Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que “não nos deixeis cair em tentação”. O pedido é uma amostra de humildade, pois devemos reconhecer que, por nós mesmos, não somos capazes de viver a pureza. É, ao mesmo tempo, um compromisso. Se não queremos cair em tentação, pedimos a Deus que nos ajude e também firmamos o propósito de evitar a ociosidade e as ocasiões de pecado.
Santo Afonso de Ligório dá várias orientações a quem deseja preservar a virtude da castidade. Ele fala da necessidade de recepção assídua dos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, “da modéstia dos olhos, da vigilância sobre as inclinações do coração e da fuga das ocasiões perigosas”. O doutor da Igreja também fala da devoção à Santíssima Virgem Maria. “Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!” Quer essa boa Mãe que todos aqueles que desejam ser puros a ela recorram; Maria, que foi exemplo de pudor e pureza nesse mundo.
Os demônios todos se espantam e temem o nome da excelsa Mãe de Deus. Que belíssimo tesouro é para os cristãos a devoção a Nossa Senhora! “Em certo modo – diz o Venerável Pio XII -, essa devoção encerra em si todos os outros meios: quem a cultiva sincera e profundamente é levado a vigiar e a orar, a aproximar-se do tribunal da penitência e da sagrada mesa” 
(Sacra Virginitas, n. 62).
Exulte, por isso, a nossa alma, ao ouvir o nome de Maria! Glorifique ao Senhor os nossos lábios ao contemplar a riqueza que está escondida na devoção a Nossa Senhora! Tremam os infernos diante desse maravilhoso nome! Proclamem os pecadores, quando lhes sobrevier as tentações, as maravilhas que o Altíssimo fez na vida da Mãe de Deus! Sejam todos confortados pela humildade dessa doce, pia e clemente Virgem.



Os demônios todos se espantam e temem meu nome. Ao som do nome de Maria, soltam imediatamente a presa que tenham em suas garras. Da mesma forma que uma ave de rapina com a presa em suas garras, a deixa quando escuta um ruído e volta depois quando vê que não era nada, igualmente os demônios deixam a alma, assustados, ao ouvir meu nome, mas voltam de novo rápidos como uma flecha a menos que vejam que depois se produziu uma emenda.”- Revelação de Nossa Senhora a Santa Brígida da Suécia
Profecias e Revelações, livro 1, capítulo 9